EXCELÊNCIA EM QUALIDADE

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

EMPRESA FAZ DOAÇÃO DE CASA DE APOIO A INDIGENAS DA ETNIA KAIAPÓ





Norte Energia também entregou aos kaiapós uma fábrica para manipulação da castanha-do-Pará.  


Todos os meses, dezenas de índios da etnia kaiapó migram para o centro urbano de Novo Progresso para resolver problemas burocráticos e realizar ou acompanhar familiares em tratamento médico. A cultura desses povos diz que a presença da família ao lado do doente favorece a recuperação. Junto com a solidariedade, no entanto, vinham muitos problemas para esses indígenas, que se arranjavam de qualquer forma e dormiam em qualquer lugar, até retornarem para suas aldeias. Esses problemas ganharam solução definitiva na quinta-feira, 31, com a entrega da Casa de Apoio ao Índio. A obra foi financiada pela Norte Energia S.A., empresa responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. O projeto arquitetônico prioriza o uso de redes, historicamente utilizadas por esses povos como principal meio de descanso. O projeto custou cerca de R$ 400 mil à Norte Energia, mas um aditivo de outros R$ 300 mil já foi liberado para agregar à casa um muro, projetos de paisagismo e uma lavanderia. Em sua língua original, Kadjyre Kaiapó, um dos mais antigos da etnia, conta que duvidou que a obra pudesse sair do papel. “Lembro quando Dototakakire me contou sobre o projeto e a intenção dos homens brancos que aqui estavam. Eu duvidei. Mas hoje estou muito feliz com a entrega dessa obra”.
A Casa de Apoio entregue em Novo Progresso foi a primeira de várias obras físicas que serão entregues às comunidades indígenas em 2013. A comunidade kaiapó conta com cerca de 1.500 integrantes nessa região do Pará. Sempre que iam para a cidade, essas pessoas ficavam na sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) ou moradias de alguns índios que trabalham no município, onde, não raramente, tinham apenas o chão para dormir.
“Não conheço uma obra de qualidade igual a essa, entregue aqui em Novo Progresso, entre as comunidades indígenas por onde já trabalhei”, comentou Luís Carlos Sampaio, biólogo da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Novo Progresso. Além da Casa de Apoio ao Índio, a Norte Energia também entregou aos kaiapós uma fábrica para manipulação da castanha-do-Pará. O espaço foi construído na área onde funciona o Distrito Industrial de Novo Progresso. A atividade é uma das principais fontes de renda dessas etnias. Anualmente, cerca de 50 toneladas do fruto são tratadas e disponibilizadas para o centro comercial de Belém (PA), Marabá (PA) e Cuiabá (MT). As duas obras fazem parte do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS Xingu), que vai investir R$ 500 milhões nos municípios e povos da área de influência da barragem.


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