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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

PSICULTURA AVANÇA NA REGIÃO DO XINGU



Projeto vai atender os agricultores que querem diversificar a produção e garantir uma renda familiar extra

Produtores do baixo Xingu estão sendo beneficiados com um projeto de piscicultura, implantado pela Prefeitura de Vitória do Xingu, no oeste do Estado. O projeto é para atender os agricultores que querem diversificar a produção, e garantir uma renda familiar extra. De acordo com Erivando Amaral (PSB), prefeito do município, o objetivo é criar outras fontes de renda para os pequenos produtores rurais de Vitória do Xingu. Ele ressalta que a iniciativa também visa incentivar o aumento da produção de peixes para o consumo familiar e a venda na feira livre do município, aproveitando o potencial hídrico da região Transamazônica.

Os produtores que não tem experiência com criação de peixes recebem, antes mesmo de ter o tanque instalado nas propriedades, todo o suporte técnico necessário. “Quando uma família é escolhida, nós explicamos pra eles todo o custo e mão de obra necessários, pois muitos acham que criar peixe é jogá-los dentro de um buraco e colocar comida”, explica o engenheiro de pesca, Wylians Assunção.  “Por isso que também fazemos todo o trabalho de capacitação destes potenciais produtores para desenvolver o cultivo sustentável, incluindo que tipo e quantidade de ração e o quanto de proteína esta ração deve ter para obter uma produção grande e de qualidade”.

Até mesmo fornecedores de ração com menor preço e melhor característica estão sendo pesquisados para que os produtores possam comprar sem erros. “Cada viveiro tem mil metros quadrados. Fazendo uma estimativa de um peixe por metro quadrado, o que é o recomendado, cada produtor tem a capacidade de produzir até mil peixes de uma só vez”, conclui Assunção.

O projeto prevê atender ao todo 40 famílias, dessas 31 já foram beneficiadas e já estão inclusive reproduzindo várias espécies, entre elas, destacam-se o tambaqui, o pirarucu, o tambacu, a tambatinga e o curimatã. Estas espécies foram escolhidas pela alta demanda e por se tratar de espécies nativas, evitando qualquer desequilíbrio ambiental que possa surgir ao introduzir peixes de fora da região. A prefeitura arca com todos os custos desta instalação. Não existe custo fixo de cada instalação, variando de acordo com as condições do terreno e a distância de cada propriedade e a única contrapartida exigida da Prefeitura é a produção dos peixes pelos agricultores”, explica o secretário de Agricultura do município, José Pereira.

Além dos viveiros, a prefeitura também cede a cada produtor, mil alevinos e os dois primeiros meses de ração. “A partir daí, a produção é por conta de cada um, mas sempre com o apoio e o monitoramento técnico contínuo da secretaria de Agricultora, durante os 12 meses totais de duração de uma produção”, destaca Pereira. A meta para o futuro é introduzir no projeto, tanques tipo de rede para o cultivo de peixe. Este outro tipo de criação é mais barato de se introduzir, pois ele consiste em colocar “gaiolas” dentro dos rios, para a produção de peixes em águas correntes, sem a necessidade de instalação de tanques.

O projeto também traz um benefício ambiental, pois a criação de peixes é uma atividade que pode ser feita em áreas que já estão degradadas, sem precisar desmatar, além de diminuir a pressão dos estoques naturais dos rios, permitindo que os cardumes consigam se renovar.

 

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